A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM), quer esclarecer aos servidores da Secretaria Municipal de Educação (SME) a situação em que se encontra a negociação para compensar o dia parado dos cerca de 1,1 mil servidores da pasta participaram da paralisação ocorrida em 18 de fevereiro. O dia foi descontado do pagamento, porém não foi isso o acordado em reunião com a Secretaria Municipal de Educação Wanda Hoffmann, ocorrido no último dia 09 de março.
Esta reunião foi provocada pelo SINDSPAM que enviou documento relacionando as inúmeras reivindicações da categoria acertadas no dia da manifestação, entre elas a compensação do dia 18 de fevereiro, onde o sindicato propôs em não descontar o dia paralisado e sim compensar o dia em atividades aos sábados a critério da direção de cada escola. A contraproposta da Secretaria de Educação foi de elaborar um ofício (370/2022-SME-Gab) com o teor da proposta o que provocou a abertura do Processo Administrativo 4468/2022 que foi encaminhado para a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas (SMGP) questionando a possibilidade de fazer a compensação da falta até o dia 30 de julho de 2022. Porém até o momento não houve um retorno da SMGP.
O SINDSPAM vem acompanhando essa questão desde a reunião com a promessa que esse impasse seria resolvido o que não ocorreu neste dia 01 de abril quando os servidores que participaram da paralisação, receberam os seus holerites com o dia descontado.
O SINDSPAM se surpreende mais uma vez com a falta de respeito e de diálogo com a rede municipal de ensino, visto que, a compensação do dia beneficiária mais o município do que o servidor. A Secretaria Municipal de Educação esquece que o pilar fundamental para uma Educação digna e de qualidade são os seus profissionais e essa atitude mostra mais uma vez a desvalorização de uma rede que já foi referência no Estado de São Paulo e no Brasil. Alertamos ainda que, esta é mais uma porta fechada de diálogo entre o SINDSPAM, a SME, a Educação e aos alunos. Uma atitude impensada, irresponsável que afeta diretamente as mais de 18 mil crianças matriculadas na rede municipal de ensino.













