O Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM), acompanhou na tarde desta quarta-feira (10), uma servidora pública municipal e uma funcionária terceirizada, que acusam a chefe de gabinete da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Carla Campos de racismo e assédio moral.
O presidente do sindicato, Adail Alves de Toledo foi quem acompanhou as duas funcionárias até o prédio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) onde um boletim de ocorrência foi registrado. Adail também esteve no Paço Municipal, exigindo providências quanto as graves denúncias. O departamento jurídico do SINDSPAM já está dando suporte jurídico para a servidora e para a funcionária ofendida.
Existem gravações que comprovam os atos denunciados, consta que a chefe passou a ofender uma servidora concursada desde o momento em que assumiu o cargo. Outra situação se diz respeito a trabalhadora da empresa terceirizada. Segundo a vítima, ela chegou a ser trancada em uma sala pela chefe. Tanto a servidora como a terceirizada são negras.
Adail afirmou que as denúncias são verídicas e que existem gravações que comprovam todas as falas e ações da acusada no boletim de ocorrência. “Nós recebemos uma ligação da servidora que fica na secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, falando que é perseguida e sofre racismo por parte da diretora. Ela não é aceita pela Carla Campos e segundo a colocação dos servidores, a diretora não respeita nem o secretário”, disse Adail.
Segundo o presidente do SINDSPAM, a servidora concursada foi ofendida várias vezes por ser negra. “Há outra servidora terceirizada, que também é negra e foi, por várias vezes, trancada em uma sala e sem ter acesso as pessoas. Tudo isso porque ela era negra”, contou.
As servidoras e o presidente do sindicato, Adail Alves de Toledo, se reuniram com alguns secretários do Governo Airton Garcia. Adail descarta a possibilidade de sindicância e pede a exoneração da diretora.
“Sindicância cabe ao servidor de carreira. Ela cometeu racismo. Para a Carla Campos o problema é ser negro. Se ela tem preconceito por causa da raça, imagina com os deficientes. Não é sindicância, ela precisa ser exonerada”, finalizou Adail.













