O Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM), sediou na última terça-feira (30) o Seminário “Vidas Negras Importam”, em alusão ao Mês da Consciência Negra. O encontrou teve a participação do ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, do advogado e doutor em Educação, pela UFSCar, Renato Barros, da professora Carmelita Maria da Silva Campos, secretária de Igualdade Racial do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do presidente do SINDSPAM, Adail Alves de Toledo e da articuladora de Movimentos de Juventude, Larissa Camargo.
O seminário trouxe a discussão sobre igualdade de direitos e de representatividade social dos negros, como forma de marcar a luta racial. Os convidados falaram sobre suas vivências e experiências diante do racismo estrutural e de suas lutas pela igualdade racial.
Elizeu Soares Lopes, convidado de honra do seminário é advogado criminalista, possui especialização em direito constitucional e administrativo pela EPD (Escola Paulista de Direito) e em gestão pública pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele afirmou que o evento serviu para discutir a cidadania na perspectiva de ressignificar o conceito na sociedade brasileira.
O Brasil, na visão do ouvidor sofreu um processo assimétrico do ponto de vista social. “Quem é o detentor do direito na sociedade brasileira?”, questiona. “Eu penso que as assimetrias se correlacionam ao flagelo da escravidão. Nos 521 anos de desenvolvimento do Brasil, estas assimetrias não foram enfrentadas historicamente pelo Estado”.
Ele relacionou a miséria, o racismo e o preconceito dentro das assimetrias sociais que necessitam de discussão pela sociedade. “Observo que não é por falta de ação dos movimentos que as reparações históricas ainda não foram compreendidas pelas políticas públicas estatais”.
Elizeu reconsiderou ao falar que houve avanços sociais, mas são insuficientes para mitigar os efeitos da desigualdade que se constituiu na sociedade brasileira. “O término da escravidão não significou o surgimento de política pública educacional para enfrentar o problema do analfabetismo no Brasil”.
Eliseu também falou que no Poder Judiciário, a representação do negro é ínfima no Brasil, ao compararmos com a sociedade norte-americana que nos tribunais há diversidade de raças. Ele disse ainda que as políticas públicas já estão amparadas no texto constitucional de 1988, que foi uma Constituição democrática na construção da cidadania.
O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, também abordou no seminário o tema segurança pública “É preciso compreender a política de Segurança Pública como um dever do Estado, mas que conheça a população para que a população possa reconhecê-los como agentes públicos e assim haja uma consideração mútua”.
Disse também que o conceito de Segurança Pública está atrelado à concepção do comportamento civilizatório. Por isso é preciso trabalhar no conceito de uma polícia comunitária, que respeite o cidadão sem fazer distinção e que tenha uma atuação próxima da população para errar menos e acertar mais.
PARA ASSISTIR AO SEMINÁRIO NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI
O Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM), sediou na última terça-feira (30) o Seminário “Vidas Negras Importam”, em alusão ao Mês da Consciência Negra. O encontrou teve a participação do ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, do advogado e doutor em Educação, pela UFSCar, Renato Barros, da professora Carmelita Maria da Silva Campos, secretária de Igualdade Racial do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do presidente do SINDSPAM, Adail Alves de Toledo e da articuladora de Movimentos de Juventude, Larissa Camargo.
O seminário trouxe a discussão sobre igualdade de direitos e de representatividade social dos negros, como forma de marcar a luta racial. Os convidados falaram sobre suas vivências e experiências diante do racismo estrutural e de suas lutas pela igualdade racial.
Elizeu Soares Lopes, convidado de honra do seminário é advogado criminalista, possui especialização em direito constitucional e administrativo pela EPD (Escola Paulista de Direito) e em gestão pública pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele afirmou que o evento serviu para discutir a cidadania na perspectiva de ressignificar o conceito na sociedade brasileira.
O Brasil, na visão do ouvidor sofreu um processo assimétrico do ponto de vista social. “Quem é o detentor do direito na sociedade brasileira?”, questiona. “Eu penso que as assimetrias se correlacionam ao flagelo da escravidão. Nos 521 anos de desenvolvimento do Brasil, estas assimetrias não foram enfrentadas historicamente pelo Estado”.
Ele relacionou a miséria, o racismo e o preconceito dentro das assimetrias sociais que necessitam de discussão pela sociedade. “Observo que não é por falta de ação dos movimentos que as reparações históricas ainda não foram compreendidas pelas políticas públicas estatais”.
Elizeu reconsiderou ao falar que houve avanços sociais, mas são insuficientes para mitigar os efeitos da desigualdade que se constituiu na sociedade brasileira. “O término da escravidão não significou o surgimento de política pública educacional para enfrentar o problema do analfabetismo no Brasil”.
Eliseu também falou que no Poder Judiciário, a representação do negro é ínfima no Brasil, ao compararmos com a sociedade norte-americana que nos tribunais há diversidade de raças. Ele disse ainda que as políticas públicas já estão amparadas no texto constitucional de 1988, que foi uma Constituição democrática na construção da cidadania.
O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, também abordou no seminário o tema segurança pública “É preciso compreender a política de Segurança Pública como um dever do Estado, mas que conheça a população para que a população possa reconhecê-los como agentes públicos e assim haja uma consideração mútua”.
Disse também que o conceito de Segurança Pública está atrelado à concepção do comportamento civilizatório. Por isso é preciso trabalhar no conceito de uma polícia comunitária, que respeite o cidadão sem fazer distinção e que tenha uma atuação próxima da população para errar menos e acertar mais.
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